Um caminho de conversão, desapego e seguimento
1. O chamado que acontece no cotidiano
(Evangelho Mc 2,13-17)
O Evangelho nos apresenta Jesus caminhando à beira do mar. Não é no templo, nem em um ambiente “religioso” que o chamado acontece, mas no cotidiano da vida. Jesus vê Levi sentado na coletoria de impostos — um lugar marcado pelo preconceito e pela exclusão social — e pronuncia palavras simples e decisivas: “Segue-me.”
Levi não faz perguntas, não pede tempo, não apresenta justificativas. Ele se levanta e segue Jesus. Esse gesto revela uma verdade profunda: o chamado de Deus não depende do nosso passado, mas da nossa abertura no presente.
Jesus confirma essa lógica quando afirma:
“Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.”
O coração do Evangelho está aqui: Deus chama, acolhe e transforma a partir do amor, não da condenação.
2. Jesus, o médico das almas
A imagem usada por Jesus é clara e pedagógica: o médico vai ao encontro de quem está doente. A fé cristã não é um prêmio para os perfeitos, mas um remédio para quem reconhece suas fragilidades.
Sentar-se à mesa com pecadores era um escândalo para os fariseus, mas é justamente aí que Jesus revela o rosto misericordioso do Pai. Ele entra na história concreta das pessoas, partilha a mesa, cria vínculos e, a partir dessa proximidade, cura e restaura.
3. Santo Antão: um chamado que levou ao deserto
A vida de Santo Antão, celebrado neste dia, dialoga profundamente com esse Evangelho. Antão era um jovem simples, que ouviu no coração o chamado de Jesus:
“Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá aos pobres e segue-me.”
Assim como Levi, Antão não adiou sua resposta. Ele deixou seus bens, suas seguranças e escolheu o deserto. Mas o deserto de Antão não era fuga do mundo; era um lugar de combate interior, silêncio e escuta de Deus.
4. Do deserto nasce a liberdade interior
No deserto, Santo Antão enfrentou tentações, medos e provações. Sua vida nos ensina que seguir Jesus não nos livra das lutas, mas nos dá força para enfrentá-las com fé.
Enquanto Levi é chamado no meio da cidade, Antão responde no silêncio do deserto. Dois caminhos diferentes, o mesmo Evangelho vivido com radicalidade.
Ambos nos mostram que o chamado de Deus sempre exige uma resposta concreta:
Levi deixa a coletoria
Antão deixa seus bens
Ambos deixam a vida antiga para viver algo novo
5. O chamado hoje: cidade ou deserto?
Este Evangelho e o testemunho de Santo Antão nos provocam a olhar para nossa própria vida:
Onde Jesus está passando hoje?
Em qual “coletoria” estamos presos?
Qual segurança precisamos deixar para segui-Lo com mais liberdade?
Talvez não sejamos chamados ao deserto físico, mas todos somos chamados a um deserto interior: um espaço de silêncio, oração, desapego e confiança em Deus.
6. Para a catequese e a vida cristã
Este texto é um convite especial para catequistas e famílias:
Ensinar que Jesus chama antes de a pessoa estar pronta
Mostrar que a conversão é um processo
Apresentar santos como Santo Antão, que viveram o Evangelho com coragem
A catequese não forma perfeitos, forma discípulos em caminho.
Conclusão
O chamado de Jesus continua ecoando hoje, seja na beira do mar, na coletoria, na família ou no silêncio do coração. Levi e Santo Antão nos lembram que seguir Jesus é sempre um ato de confiança, e que quem responde com generosidade nunca perde — apenas encontra a verdadeira vida.
✍️ Eliana L. Santana Souza
📩Apoie essa missão! SIGA, COMPARTILHE!
Gostou deste conteúdo?
Compartilhe este artigo com outros catequistas e pais!
🔥 Catequese que inspira, histórias que transformam!
💬 Comente, compartilhe!
Siga nosso Instagram👉 @catequese.narrativa
Siga o nosso Blog 👉 catequesenarrativa.blogspot.com
SE PUDER AJUDAR AINDA MAIS:
APOIE A CATEQUESE NARRATIVA COM PELO MENOS R$ 2,00 (DOIS REAIS)
PIX (email): catequesenarrativahistoriadefe@gmail.com
AO APOIAR A CATEQUE NARRATIVA, VOCÊ ESTA AJUDANDO A ALCANÇAR AINDA MAIS ALMAS PARA CRISTO!
OBRIGADO PELA SUA GENEROSIDADE!

Nenhum comentário:
Postar um comentário